ESCREVA UMA DISSERTAÇÃO QUE BUSQUE ANALISAR AS CAUSAS DE O HOMEM DESEJAR SER IMORTAL.
O desejo da imortalidade sempre perneou a imaginação humana como um de seus maiores sonhos. A mitologia de todas as culturas do mundo possuem, de alguma forma, referências a seres imortais, sendo que na maioria dos casos os imortais eram os deuses. Na mitologia gregas os homens mortais poderiam se tornar imortais comendo Ambrosia, o manjar dos deuses do Olimpo. Alguns seres são imortais mas podem ser mortos de alguma forma, é o caso dos vampiros que embora imortais, morrem se expostos ao sol, ao alho ou se uma estaca lhes é cravada no peito; o mesmo pode ser visto em lobisomens que morrem por balas de prata. Durante a idade média, centenas de pessoas foram condenadas a morte na fogueira, acusadas de pactuar com o diabo em troca da vida eterna."
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imortal">
.......................................................
"A arte oferece-nos a única possibilidade de realizar o mais legítimo desejo da vida - que é não ser apagada de todo pela morte. Agora que o espírito, tendo uma consciência mais segura do universo, se recusa a crer na capciosa promessa das religiões de que ele não acabará inteiramente, e irá ainda, em regiões de azul ou de fogo, continuar a sua existência pelo êxtase ou pela dor - a única esperança que nos resta de não morrermos absolutamente como as couves é a fama, essa imortalidade relativa que só dá a arte.
Só a arte realmente pode dizer aos seus eleitos, com firmeza e certeza: - «Tu não morrerás inteiramente: e mesmo amortalhado, metido entre as tábuas de um caixão, regado de água benta, tu poderás continuar por mim a viver. O teu pensamento, manifestação melhor e mais completa da tua vida, permanecerá intacto, sem que contra ele prevaleçam todos os vermes da terra; e ainda que, fixado definitivamente na tua obra, pareça imobilizado nela como uma múmia nas suas ligaduras, ele terá todavia o supremo sintoma da vida, a renovação e o movimento, porque fará vibrar outros pensamentos e através das criações deles estará perpetuamente criando.
Mesmo o teu riso, de um momento, reviverá nos risos que for despertando; e as tuas lágrimas não secarão porque farão correr outras lágrimas. Ficarás para sempre vivo, para te misturares perpetuamente à vida dos outros; e as mesmas linhas do teu rosto, o teu traje, os teus modos, não morrerão, constantemente rememorados pela curiosidade das gerações. Assim, não desaparecerás nem na tua forma mortal: e serás desses eternos viventes, mais eternos que os deuses, que são os contemporâneos de todas as gerações, e vão sempre marchando no meio da humanidade que marcha, espíritos originais a que se acendem outros espíritos, para que se não apague o fogo perene da inteligência - iguais a essas quatro ou cinco lâmpadas que leva a grande caravana de Meca, para que a elas se acendam lareiras e tochas, e a caravana possa sempre marchar, orando sempre, e segura."
Eça de Queirós, in 'Prefácio dos «Azulejos» do Conde de Arnoso'
http://citador.weblog.com.pt/arquivo/236103.html
....................................................................................
"Na presente reflexão, pretende-se primeiramente enfatizar a temporalidade de todas as criaturas. Tudo o que é temporal é essencialmente transitório, mutável, corruptível, passageiro. Numa palavra, tudo o que é no tempo é mortal. A mortalidade é inerente à condição de criatura. Tudo vive, mas também chega o momento em que tudo começa a envelhecer e, por fim, morre. Inclusive o ser humano é mortal. Conforme atesta Santo Agostinho em "A Cidade de Deus" (Livro XIII), desde o instante em que começamos a existir neste corpo mortal, jamais deixamos de tender para a morte. De fato, todos estamos mais próximos da morte depois de um ano que antes dele, hoje mais do que ontem, agora mais do que antes, porque o tempo vivido é retirado do que se deve viver e dia-a-dia diminui o que resta. Esta idéia da progressiva sujeição da vida à morte, desde o nosso nascimento, é bem acentuada no âmbito da teologia contemporânea por Leonardo Boff.
Nesta perspectiva de abordagem sobressai a obra "Vida para Além da Morte", em que se explicita muito bem que ao longo da vida estamos sempre nos despedindo. Primeiramente nos despedimos do ventre materno, depois nos despedimos da infância, da juventude, da escola, da casa paterna, de cada momento que passa e, finalmente, nos despedimos da própria vida.
Todavia, à medida que a alma humana conscientiza-se de sua mortalidade, surpreende-se enlevada por um inelutável e indestrutível desejo de imortalidade. O ser humano mortal foi criado com um desejo de vida e de felicidade que ultrapassa as fronteiras da morte biológica. Isto significa que o ser humano não é só carne mortal, mas é carne (corpo) e alma espiritual. O desejo natural de vida sem limites é inerente à alma espiritual e é prova contundente de sua imortalidade. Parafraseando Santo Agostinho, o corpo humano é habitado por uma alma que, de algum modo, abriga o Eterno que a faz participar mais intensamente da natureza eterna de Deus. O homem naturalmente clama para durar perpetuamente, e, segundo Tomás de Aquino ("Summa Contra Gentiles", II, c.79), é impossível que uma tal tendência seja vã."
http://www.franciscanos.org.br/v3/vidacrista/artigos/artigomannes_170408/
Nenhum comentário:
Postar um comentário