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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

pROPOSTA 3, DIA 2 DE JANEIRO DE 2012


 lEIA OS TEXTOS E ESCREVA UMA DISSERTAÇÃO EM PROSA SOBRE O PAPEL DA IMAGINAÇÃO NA VIDA DOS HOMENS.


 Há dois tipos de investigadores: uns para a ciência normal, outros para a ciência revolucionária. Nos períodos normais (no âmbito de um paradigma, digamos), são precisos investigadores que trabalham eficazmente para controlar todos os instrumentos técnicos e eles são «mestres artesãos». Hoje em dia, 95% dos investigadores da teoria das cordas são mestres artesãos. São sempre os melhores alunos de matemática e física, da licenciatura à tese de doutoramento, aqueles que são capazes de resolver os problemas matemáticos mais depressa e melhor do que os outros. Mas nos períodos revolucionários são precisos visionários. Einstein foi um deles, tal como Neils Bohr. Kepler e Newton são exemplos raros de acumulação de ambas as qualidades. Os visionários decidem fazer ciência porque se colocam questões a que os seus manuais não respondem. Se não se tivessem tornado cientistas, poderiam ter sido pintores, escritores ou músicos. E, na verdade, há muitas semelhanças entre a criatividade artística e a criatividade científica. Lembrarei apenas algumas famosas afirmações de Einstein. «A imaginação é mais importante do que o conhecimento. O conhecimento é limitado. Na imaginação cabe todo o mundo». Ou ainda: «O Homem procura construir para si próprio uma imagem simplificada e inteligível do mundo; depois procura, até certo ponto, substituir o mundo da experiência por este seu cosmos, e assim superar o primeiro. É isto que fazem o pintor, o poeta, o filósofo especulativo e os cientistas naturais, cada um à sua maneira». JEAN-PIERRE LUMINET http://alisenao.blogspot.com/


A Arte de Viver, pela FantasiaA fantasia é a mãe da satisfação, do humor, da arte de viver. Apenas floresce alicerçada num íntimo entendimento entre o ser humano e aquilo que objectivamente o rodeia. Esse ambiente envolvente não tem de ser belo, singular ou sequer encantador. Basta que tenhamos tempo para a ele nos habituarmos, e é sobretudo isso que hoje em dia nos falta. 

Hermann Hesse, in 'Ainda da Felicidade'

(...) As flores do campo da minha infância, não as terei eternamente, 
Em outra maneira de ser? 
Perderei para sempre os afetos que tive, e até os afetos que pensei ter? 
Há algum que tenha a chave da porta do ser, que não tem porta, 
E me possa abrir com razões a inteligência do mundo? 

Álvaro de Campos, in "Poemas" 
Heterónimo de Fernando Pessoa

A Imaginação Humana é Imensamente Mais Pobre que a RealidadeA imaginação humana é imensamente mais pobre que a realidade. Se pensamos no futuro, vemo-lo sempre desenvolver-se segundo um sistema monótono. Não pensamos que o passado é um multicolor caos de gerações. Isto pode também servir para nos consolar dos terrores causados pela «barbárie técnica e totalitária» do futuro. Nos cem anos mais próximos poderá produzir-se uma sequência de, pelo menos, três momentos, e o espírito humano poderá, sucessivamente, viver na rua, na prisão e nos jornais. 
O mesmo se pode dizer do futuro pessoal. 

Cesare Pavese, in "O Ofício de Viver
Há 













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